Mary Flora Bell – A criança psicopata

Mary Flora Bell – A criança psicopata

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As primeiras palavras que Mary ouviu quando veio ao mundo foram: “Tirem essa coisa de perto de mim!”. Betty, a mãe de Mary, era solteira e tinha apenas 17 anos quando ela nasceu (em Newcastle, em 26 de maio de 1957). Sua mãe a via como um fardo indesejável. Suas repetidas tentativas para se ver livre da filha e os maus-tratos que ela infligia à criança deveriam ter alertado o serviço social ou pelo menos a avó, com quem ela vivia, sobre os riscos aos quais a criança estava sendo exposta.

Contudo, naquela época, não havia na Inglaterra nenhuma lei que condenasse os pais por baterem nos filhos ou por mandá-los para a escola descalços. ou malnutridos.

E, sempre que surgiam acusações, tanto os serviços sociais locais como a polícia preferiam aceitar a palavra dos pais em detrimento das queixas das crianças.

Nenhuma autoridade investigava o que acontecia no interior de uma casa, a não ser que uma criança fosse à escola com ferimentos contínuos ou que alguém fizesse uma queixa formal.

Obviamente, ninguém interferiu no caso de Mary, até que fosse tarde demais.

Quando ela tinha apenas um ano de idade, foi levada às pressas ao hospital por sua avó, depois de engolir uma quantidade de pílulas que se encontravam fora de seu alcance no compartimento de um velho gramofone.

As pílulas tinham gosto amargo, então não foram confundidas com balas, mesmo que a pequena May, como ela era chamada, conseguisse alcança-las.

Mas ninguém prestou queixa contra sua mãe. E este não foi o único incidente. Quando tinha três anos, sua tia Cathy viu Mary e seu irmão mais novo engolindo doces que ela havia trazido para eles e notou que entre os doces havia comprimidos de anfetaminas conhecidas como “Purple Hearts” e que Betty insistiu em dizer que havia guardado em sua bolsa, fora do alcance das crianças.

Cathy salvou as crianças, fazendo com que bebessem água com sal até ficarem com o estômago cheio e se sentissem enjoadas.

 

De novo Betty culpou Mary de haver pegado suas pílulas. Contudo, por que ela haveria de fazê-lo se havia doces para comer?

Na mesma época, Mary engoliu uma grande quantidade de suplementos de ferro. Dessa vez, os protestos de inocência de Betty provaram ser falsos, porque um dos coleguinhas de Mary viu quando Betty deu as pílulas a Mary dizendo que eram doces.

Especialistas em Neurologia acreditam que overdoses de suplementos minerais podem provocar efeito fisiológico no cérebro, expressando-se na forma de problemas comportamental. Em caso de crianças, o risco de que isso ocorra aumenta significativamente. Nunca iremos saber se Mary sofreu consequências da ingestão de suplementos de ferro, mas se as repetidas ingestões de fármacos não a afetaram negativamente, é quase certo que ela sofreu um impacto psicológico prejudicial depois de ver um garotinho de cinco anos correr e ser atropelado por um ônibus.

Depois desses incidentes, seu comportamento passou a ficar notadamente destrutivo. Ela quebrou o nariz de seu tio, atingindo-o com um brinquedo e, na escola, passou a treinar estrangulamentos nas outras crianças.

Logo após o incidente com as anfetaminas, esse mesmo tio a salvou da morte evitando que caísse de uma janela que foi deixada aborta, exigindo que a família jurasse que nunca mais deixaria Mary a sós com sua mãe novamente.

É possível que Betty Bell sofresse da “Síndrome de Munchausen por Procuração (SMP), um distúrbio psicológico que leva pessoas a pôr em risco a vida de outros com o intuito de tornar a sua própria existência mais excitante.

Isso pode ter levado Betty a causar, deliberadamente, os acidentes envolvendo seus filhos de maneira que a ela ficasse reservado o papel de rainha e mártir.

 

Essa síndrome pode se manifestar nos responsáveis que intencionalmente causam danos em seus filhos ou pacientes, com o intuito de obter a simpatia dos outros. A típica mãe com a SMP é solteira ou separada e sente-se forçada a desistir da criança só pela necessidade de que ambas sejam dramaticamente unidas.

Essa montanha-russa emocional irá naturalmente causar um efeito traumático no desenvolvimento da criança.

 

A SMP só foi diagnosticada a partir de 1977, de maneira que os parentes de Mary não seriam capazes de tratar Betty, mesmo que eles houvessem conseguido persuadi-la a buscar tratamento.

Tampouco foram capazes de impedir que Betty levasse a criança até uma agência de adoção e que a oferecesse a uma possível mãe adotiva, dizendo: “Eu trouxe esta aqui para adoção. Pode ficar com ela”. E, em seguida, voltou para casa.

Infelizmente para Mary, sua tia Isa descobriu a mulher que a adotara e, à força, levou-a de volta para a companhia de Betty, onde, sem que o restante da família soubesse, ela aparentemente submetia Mary a indescritíveis molestações sexuais feitas por uma série de homens que pagavam a Betty para praticar sexo com a menina de 5 anos.

 

Sua mãe forçava a criança a praticar sexo oral com esses estranhos; prendia suas mãos atrás para que não se libertasse e puxava seus cabelos, obrigando dessa maneira Mary a ficar de boca aberta. Depois que se satisfaziam, a criança vomitava.

Enquanto as crianças vizinhas brincavam ou de amarelinha ou de bola na rua, Mary era forçada a jogar “advinha quem é” com esses crápulas pervertidos sob a ameaça de ser trancafiada em uma guarita sob a Ponte Tyne Bridge.

 

Essa tortura mental, física e emocional foi devastadora, afetando-a em inúmeros aspectos, o que incluía o comportamento crônico de urinar na cama, ao qual sua mãe respondia esfregando sua cara na urina e depois pendurando o lençol na janela para que os vizinhos vissem.

Não é de admirar que crescesse se tornando manipuladora, agressiva contumaz e inevitavelmente chamasse a atenção da polícia.

 

Em maio de 1968, Mary estava com 11 anos e envolveu-se na queda quase fatal de seu primo de 3 anos, que ficou com ferimentos graves na cabeça.

Foi um fato sério e a polícia decidiu investigar, porém, quando o menino se recusou a dizer quem o havia empurrado, não foi possível aprofundar as investigações.

Além disso, por essa época, Mary tinha uma amiga, Norma Bell (não eram parentes), que morava ao lado e que sempre corroborava sua versão dos fatos quando ambas eram acusadas de roubo ou vandalismo. Mas sua cumplicidade falhou no momento em que foram acusadas de tentar estrangular duas crianças mais jovens que elas haviam atraído enquanto brincavam em um parque de areia local. Foi somente uma questão de tempo para que essas meninas passassem do assédio violento a práticas mais graves.

Poucas semanas depois, o corpo do garoto Martin Brown, de 4 anos, foi encontrado em uma casa abandonada por um grupo de rapazes que viram Mary e Norma naquele local.

Da compulsão mórbida de pôr a si mesma em uma cena trágica, Mary concordou em levar a terrível notícia à tia de Martin, dizendo que ele havia sofrido um acidente, mas seu comportamento levantou, suspeita.

Mary não procurou esconder sua satisfação quando perguntou ao primo de Martin se ele havia chorado pela morte e se a mãe de Martin sentia a sua perda.

Era claro que ela estava vangloriando-se. Quatro dias depois, ela foi à casa de Martin e pediu para vê-lo.

Quando disseram que ele havia morrido, ela disse, sorrindo: “Oh, eu sei que ele morreu. Mas queria vê-lo em seu caixão”.

Mary comemorou seus 11 anos arrombando e vandalizando uma creche local, onde ela e Norma deixaram quatro manuscritos anônimos com formato de rabiscos infantis, confessando o assassinato de Martin Brown.

A polícia descartou essas evidências como brincadeiras de mau gosto; porém, se tivessem visto o que Mary desenhou em seu livro escolar naquele mesmo dia, eles teriam agido antes ou as levado mais a sério.

Sob uma descrição breve e infantilizada dos acontecimentos que levaram à descoberta do corpo do menino, ela desenhou a cena do crime exatamente como a polícia encontrou, com o corpo posicionado de maneira correta e, próximo a ele, uma embalagem de comprimidos cuja existência somente uma testemunha ou o assassino poderiam saber.

Esse desenho foi ignorado, assim como outro incidente que aconteceu uma semana depois, quando Mary atacou Norma e gritou que Norma era uma assassina.

Um rapaz que testemunhou esse escândalo histérico imaginou que fosse outra das fantasias doentias de Mary.

Mas quando as garotas foram pegas arrombando a creche novamente, a polícia foi forçada a agir. Eles as liberaram sob custódia dos pais, depois de indicia-las e estabelecer uma data para que comparecessem perante uma corte juvenil.

Se eles as tivessem mantido sob custódia do Estado, o segundo assassinato não teria acontecido.

 

Em 31 de julho de 1968, dois meses depois do assassinato de Martin Brown, outra criancinha desapareceu. Seu nome era Brian Howe.

Quando sua irmã de 14 anos, Pat, começou a procurar nas vizinhanças, ela cruzou com Mary Bell, que estava sentada em um degrau perto de sua casa, e pediu-lhe que a ajudasse a procurá-lo.

Mary foi mais do que prestativa. Ela apontou uma área abandonada com grandes lajes de concreto, conhecidas localmente como “os blocos”, onde ela sabia estar o corpo de Brian, porque, conforme alegou posteriormente, queria dar um choque em Pat.

Mas Norma, que havia se juntado a elas, temendo a descoberta, interferiu, assegurando a Pat que seu irmão nunca brincaria ali porque era muito perigoso.

Foi somente às 23 horas que a polícia encontrou o corpo, exatamente onde Mary queria que Pat procurasse.

Era evidente, pelo tom azulado de seus lábios e pelas marcas em seu pescoço, que ele havia sido estrangulado. Mas havia outros ferimentos que levaram a polícia a suspeitar que uma criança podia ser a responsável.

Um novo exame mais minucioso revelou cortes no corpo que eram demasiado incomuns para terem sido feitos por um adulto.

Tufos de cabelo da criança haviam sido cortados com uma tesoura quebrada que fora encontrada próxima ao local e houvera uma tentativa de esfolar a pele dos genitais.

O detetive inspetor James Dobson posteriormente observou:

“Houve uma terrível brincadeira no assassinato, uma terrível gentileza, se preferir, e de algum modo a brincadeira tornou-o mais, e não menos, terrível”.

Dois dias depois, a autópsia revelou outra mutilação significativa. A letra “M” talhada com uma gilete na barriga de Brian, aparentemente depois que ele havia morrido.

Parece que o assassino havia escrito “N” (de Norma?) e que depois foi alterado para um “M” (de Mary?), provavelmente por um criminoso diferente.

 

Por mais de uma semana, quase mil crianças foram entrevistadas, mas somente duas deram motivo a polícia para um segundo olhar. “Achei Norma realmente estranha”, disse Dobson posteriormente à jornalista investigativa Gitta Sereny. “Quero dizer, eu estava investigando algo muito terrível, e o pequeno Brian era uma criança que todos conheciam bem, mas ela continuava a sorrir como se aquilo fosse uma grande piada.”

Depois que se dirigiu à casa de Mary para continuar a investigação, Dobson ficou perplexo com o silêncio sufocante e com a atmosfera escura e opressiva, que se tornou mais intimidadora pelo número de pesadas cruzes nas paredes. “Nenhuma atmosfera de lar sequer, somente uma concha; muito peculiar, nenhum som, poucos móveis velhos e sem ar, abafado, escuro, e isso em uma brilhante tarde de verão.”



A mãe de Mary estava fora quando Dobson a visitou, mas seu padrasto estava lá e agiu estranhamente. Pelo que se soube depois, o casal estava reivindicando subsídio para pais solteiros e não queria que se soubesse que Betty tinha um marido.

Quanto à Mary, Dobson a achou evasiva e mentirosa. No entanto, foi forçado a aceitar sua explicação do seu paradeiro no dia do assassinato, até que pudesse provar o contrário, mas sua história era cheia de inconsistências. “Ela parecia se ver em um tipo de cenário clichê de filme de polícia e bandido: nada a surpreendia e ela não admitia coisa alguma.” Foi somente na manhã do funeral de Brian Howe que Dobson concluiu que tinha de agir:

 

“Mary Bell estava parada em frente à casa de Howe quando o caixão foi trazido para fora. Eu estava, é claro, observando-a. E foi então que, ao vê-la ali, soube que não podia deixá-la mais um dia à solta. Ela estava parada, rindo. Rindo e esfregando as mãos. Pensei: ‘Meu Deus, tenho que prendê-la, ela vai matar de novo.’

De forma previsível, cada uma delas culpou a outra durante o interrogatório e disseram ser a espectadora inocente. A polícia achou que um júri seria capaz de determinar se ambas ou somente uma das garotas era culpada e, assim, foram acusadas formalmente de praticar o assassinato de dois garotinhos, sendo que Mary respondeu, indiferente: “Tudo bem para mim”. Norma reagiu violentamente, negou de forma veemente sua participação e ameaçou acertar as contas, mesmo com a polícia ali presente.

 

Enquanto estava em detenção provisória, o comportamento de Mary convenceu os psiquiatras e os guardas de que ela era incapaz de compreender a seriedade das acusações contra ela. Ela se lamentava com a possibilidade de que sua mãe tivesse de pagar fiança e expressava a crença de que a morte de Brian não causaria saudade porque ele não tinha mãe.

Seu pai e sua irmã cuidavam dele depois da separação dos país. Mas nem todos os especialistas ficaram sensibilizados pelos seus olhos azuis e rosto de anjo. Em sua análise, o psiquiatra dr. Orton escreveu:

 

“Tenho visto muitas crianças psicopatas. Mas nunca encontrei uma tão inteligente, manipuladora e perigosa como Mary. Acredito que essa garota seja uma personalidade psicopática, o que é demonstrado pela falta de sentimentos qualitativos em relação a outros seres humanos e pela propensão a agir por impulsos e sem premeditação. Ela não demonstra nenhum tipo de remorso, angústia nem verte lágrimas. É completamente desprovida de sentimentos em relação aos acontecimentos de que é acusada e se importa pouco com sua detenção. Não detectei nenhuma motivação real para o crime.”

 

E há os relatos improvisados que ela sabidamente fez enquanto aguardava julgamento, os quais revelavam traços de sadismo.

Comenta-se que certa vez Mary agarrou um gato de rua e disse: “Gosto de ferir seres pequenos que não conseguem se defender”. Também se comenta que ela disse a uma policial que gostaria de ser enfermeira “… porque assim posso enfiar agulhas nas pessoas.

“Eu gosto de machucar pessoas”. Mas, com certeza, essas falas não passavam de bravatas de criança.

Em seu julgamento, Mary não aparentava emoção, exceto quando gritou para Norma, acusando-a de ter instigado os assassinatos; enquanto Norma angariou certa simpatia por verter lágrimas infantis de arrependimentos e por parecer apreensiva no início do julgamento.

A acusação descreveu Mary como “uma influência constrangedora e maléfica, parecida com o personagem de ficção Svengali”, enquanto Norma era a vítima, uma garota simples e acanhada, de inteligência abaixo do normal.

“Em Mary encontramos uma criança anormal, agressiva, viciada, cruel, incapaz de sentir remorso, acrescida de uma personalidade dominadora, com uma inteligência singular e um grau de esperteza que chega a ser apavorante.”

Influenciado pela imagem de Mary como uma criança insensível e demoníaca e de Norma como a parceira ingênua, o júri absolveu Norma do homicídio culposo, mas condenou Mary, com base no argumento jurídico da responsabilidade reduzida. Foi condenada à prisão perpétua.

Ironicamente, a única pessoa que tirou proveito da prisão de Mary foi sua mãe, que vendeu a história para tabloides e, quando gastou os últimos tostões adquiridos, pressionou sua filha a escrever cartas e poemas para vender a um periódico sensacionalista.

A prisão parece ter exercido uma tremenda influência em Mary, que relatou ter sofrido ainda mais abusos enquanto definhava em instituições prisionais masculinas antes de ficar sob a autoridade de um diretor esclarecido, que parece ter exercido o papel do pai que ela nunca teve.

Com a sua libertação, em 1980, ela se casou e, quatro anos depois, deu à luz uma menina. Mas não houve final feliz na história de Mary Bell.

Em 1998, Mary ficou no centro de uma controvérsia de peso quando colaborou em sua autobiografia escrita por Gitta Sereny.

Sereny havia adquirido uma formidável reputação por suas entrevistas penetrantes com figuras notórias, como o arquiteto de Hitler, Albert Speer: o comandante do campo de concentração, Franz Stangl, mas, aos indignados da imprensa britânica,

Sereny cometeu o delito de pagar a Mary por sua história. Mary justificou sua colaboração, especificando seu desejo de que a história contada fosse correta e de que sua filha conhecesse a verdade do que acontecera com ela.

Mas o furor público que resultou da revelação de que Mary tinha sido paga para ajudar a escrever o livro e os subsequentes procedimentos legais para garantir seu anonimato pelo restante de sua vida acabaram com a inocência de sua filha.

Sereny acredita que Mary passou por uma transformação de assassina a cidadã cumpridora da lei, sem passar por nenhum tratamento psiquiátrico sério a não ser os de aconselhamento, o que não justifica sua evidente incapacidade em aceitar responsabilidades por sua participação nos assassinatos dos dois meninos.

Mary parece ainda encontrar-se em contradição. Sua versão dos acontecimentos alterna-se entre o relato de que as mortes foram acidentes trágicos e a consideração de sua fraqueza em vencer uma compulsão inconsciente para matar. “Não sinto raiva. Não é um sentimento… é um vazio que surge… é um abismo… encontra-se além da raiva, além da dor, é um sorvedouro de emoções.

Mary disse: “Eu não pretendia ferir Martin; por que o machucaria? Ele era somente um menininho que pertencia à família que morava ali perto…”

Em sua opinião, Norma é igualmente culpada. Tentando compreender a dinâmica de seus relacionamentos, ela diz, indiretamente: “Os fracos tornam os fortes o mais fortes pela sua fraqueza”.

Aqueles que suspeitam que sua miraculosa recuperação como mãe dedicada não passa de interpretação, um sintoma de sociopatia, mencionam as exibições melodramáticas de tristeza de Mary quando ela recorda os supostos abusos que sofreu nas mãos de sua mãe – exibições que imitam as ações sádicas de Betty.

E, como Betty faleceu em 1994, não  ha ninguém para corroborar ou refutar as alegações de Mary. Sereny não fica alheia a essa crítica:

 

“A sua recuperação desses terríveis acessos de tristeza, entretanto, era espantosamente rápida e, de imediato, eu duvidava dessas rápidas alterações emocionais. Somente uma coisa se sobrepunha a elas: a disciplina que ela criou em si mesma para dar à sua filha uma vida normal.”

 

Contudo, pode-se perguntar por que, se suas afirmações são verdadeiras, nos últimos anos de vida de sua mãe, Mary a convidou para viver com ela e com sua filha.




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