João Doria – O que a mídia não fala

Desvio de verbas, doações estatais e financimento de campanha para o PT, João Doria é o mais novo cavalo de troia que esta conquistando a direita.



João Doria, filho de exilado comunista, prefeito eleito em primeiro turno a cidade de SP pelo PSDB, com a alcunha de João Trabalhador, vocifera contra o PT e todo tipo de corrupção.

Exímio apoiador de Hillary Clinton e contra o armamento civil (mas seus seguranças são fortemente armados), Doria nomeou Soninha como sua secretária. A mesma faz parte da Marcha da Maconha e participante ativa em protestos contra a Policial Militar.

Conhecido por fazer doações para campanhas eleitorais das ilustres figuras como Orlando Silva do PC do B e a deputada estadual Manuela D’Ávila também do PC do B e comunista declarada, reúne em seus fóruns figuras icônicas como José Eduardo Cardozo (advogado de Dilma), Jaques Wagner e até o atual presidente Michel Temer.

Traga-se a luz que José Eduardo Cardozo segue como advogado de Dilma Vana Rousseff e hoje, na gestão Doria, assumiu o cargo de Procurador do Munícipio de São Paulo, mesmo estando afastado desta função há mais de 21 anos.

Com a imagem de trabalhador, honesto e um empresário bem-sucedido, João Doria, nos anos 80, foi presidente da Embratur, onde foi acusado de caixa dois e desvio de Cz$ 6,5 milhões.

Acumulando um patrimônio em torno de R$180 milhões (sendo R$ 34 milhões em obras de arte), Doria não arca com seus compromissos fiscais e nem com o hobby de sua esposa, Beatriz Doria.

Devendo R$ 90 mil reais de IPTU, faz jus ao bordão: “Golpista é quem rouba o povo”.



Bia Doria e a Lei Rouanet

Não estando disposto a arcar com os mimos excêntricos de sua esposa, Bia Doria, recorreu a Lei Rouanet, pedindo, para a execução de um livro que previa uma tiragem de 1.500 exemplares, o valor de R$ 24.902 mil de direitos autorais e R$ 9 mil pela pesquisa do mesmo. O valor total foi vetado pelo MinC, passando para R$16 mil o total.

A mesma ainda requereu R$ 24 mil para pagar o editor. Minc sugeriu zero reais.

Bia Doria, dona de um Porshe Cayenne preto no valor de R$ 381 mil a R$914 mil, não levou o livro a sua finalização.

Não obstante, Bia Doria, entre 2014 e 2016, captou o valor total de R$ 3,5 milhões de reais. Deste total, R$702 mil por meio do incentivo.

Para um livro sobre seus 10 anos de carreira artística, foram utilizados R$ 302 mil reais e outros R$ 400 mil para uma amostra de 11 esculturas de bronze em uma exposição em Miami (EUA).

O mais recente projeto de Bia Dória foi autorizado a captar R$1.1 milhão para uma exposição na Basílica de São Paulo, em Roma. Segundo Bia, a Basílica é “um ícone monumental para a humanidade e assim uma oportunidade excepcional para a visibilidade a nível internacional”.

As empresas Souza Cruz e a Weg, usadas pela artista, fazem parte do LIDE (Grupo Doria), uma associação do prefeito João Doria.

Bia Doria poderá ser chamada para depor na CPI da Lei Rouanet.

Empresa envolvida na Lava Jato

Em 2013, João Doria, que se sente nauseado ao entrar em contato com corruptos, recebeu um cheque de R$ 20 mil reais da Link Projetos, usada por empreiteira Engevix, investigada na Lava jato, para repassar propinas a almirante da Eletronuclear.

Doria alega que o valor é referente a venda de um quadro, porém a galeria de arte Pro Arte, onde a obra estava, alega que o valor da venda foi de R$ 35 mil reais. Retirando a comissão da galeria, Doria teria recebido R$ 28 mil.

Governo Alckmin, Lula e Dilma

Entre 2005 e 2016, João Doria recebeu R$ 10,6 milhões de entes estatais.

Durante a gestão Lula e Dilma, o empresário recebeu um total de R$ 6 milhões.

Em relação ao governo do Estado de São Paulo, chefiado por Geraldo Alckmin, padrinho político de João Doria, as empresas de Doria receberam R$ 4,5 milhões entre 2010 e 2015. Além disso, R$ 1.8 milhão, em 2014 e 2015, pagos pelo Executivo Estadual, em anúncios nas revistas da Editora Doria.

A Petrobrás investiu R$ 896 mil em empresas do Grupo Doria (LIDE), sendo R$ 448 mil a título de patrocínio. Ainda ressalta-se os R$ 2.7 milhões da Desenvolve SP – banco de desenvolvimento do governo – por meio de patrocínio de 33 eventos.

Correios

Os correios repassaram ao Grupo Doria, um total de R$ 1,8 milhão.

Caixa Econômica Federal

A caixa promoveu um repasse de R$ 160 mil no período de 2013 e 2014 a fóruns de varejo e agronegócio promovidos pelo Grupo Doria.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil, em 2011, contribuiu com R$ 83 mil para o 2º Fórum de Empreendedores.

Apex

Comandada por David Barioni, amigo de João Doria, a Apex Brasil é uma agência do governo federal responsável pelo fomento á exportação.

A empresa só começou a fazer grandes doações aos fóruns promovidos pelo Grupo do Doria quando Barioni assumiu a chefia do órgão, elevando assim, em 2015, uma doação de R$ 950,5 mil ao Grupo.

Em 2006 o órgão doou R$ 90 mil. No mesmo ano, o órgão arcou com R$ 100 mil e extinguiu as doações até 2013, onde, neste ano, o Grupo Doria recebeu o aporte de R$ 628 mil e em 2014 R$ 338 mil.

Ministério de Esporte

Em R$ 2009, o ministério pagou R$ 320 mil para o 8º Fórum Empresarial e em 2010, R$ 227 mil.


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