Jair Bolsonaro é sabatinado pelo Correio Braziliense

Jair Bolsonaro é sabatinado pelo Correio Braziliense

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“Quero mostrar que nós podemos ser um ponto de inflexão na forma de fazer política, sem toma lá dá cá, sem viés ideológico. Vamos jogar pesado na questão de segurança pública para que o país volte a ter turismo, jogar pesado na área de ciência e tecnologia”, disse. Para conseguir apoio e divulgação, Bolsonaro disse contar com as redes sociais e com crowdfunding. “Se eu chegar lá, é sinal de que quem votou em mim votou com razão e com o coração.”

 

Quarta-feira, 06.06.2018, Jair Bolsonaro (PSL) participou da sabatina de pré-candidatos á presidência, promovida pelo Correio Braziliense.

A primeira pergunta abrangeu questões econômicas e a recessão econômica que gerou desemprego para milhões de brasileiros.

Jair Bolsonaro esclarece que só não há mais desempregos, pois aqueles que recebem bolsa família são considerados empregados. Ressaltou que a melhor saída é um governo que apoia o investidor, o empresário e o empreendedor.

Ele disse: “O Estado tem que interferir menos nas atividades deles (de quem quer investir e produzir). E eu tenho conversado e me assessorado de pessoas da área econômica. A gente vai aprendendo, isso é questão de humildade, é que temos que desburocratizar muitas coisas, desregulamentar. A questão envolvendo a sindfisco – um trabalho maravilhoso – mas em alguns setores a fiscalização, o rural por exemplo ela vai além pois se leva em conta a subjetividade e parte por aí basicamente. É diminuir o tamanho do Estado. É o estado necessário. Não é zerar as estatais, mas diminuir. Poucas estatais é o que dá o lucro neh?! E o que puder jogar para a iniciativa privada, você tem que jogar. Em algumas estatais ver a questão do modelo como a Embraer no passado. Então passa por aí e obviamente passa por um presidente que tenha a humildade de conversar com quem entende em cada setor para que a decisão seja tomada em conjunto”.

Ao ser questionado sobre quais empresas estatais ele prefere privatizar, Jair Bolsonaro foi contundente ao dizer que, a opinião pública sobre a privatização da Petrobras esta dividida e o candidato tem a Petrobras uma empresa estratégica. Esclarece que a alta do combustível é proveniente de uma péssima administração.

Se mostrou atento as necessidades dos caminhoneiros e a alta taxa de ICMS.

 

Na questão da segurança, Jair Bolsonaro explicou a importância do SUSP (sistema único de segurança pública) e defendeu o fim do desarmamento e a posse e eventual porte de armas para a segurança da população.

Defende uma postura mais “radical” sobre o tema, já que, como ele mesmo disse, “só temos uma vida”.

Ressaltou a importância da valorização e respeito aos grupos policiais e defendeu a guarda jurídica a esta categoria, onde há a excludente de ilicitude. O agente de segurança responde pelos seus atos, porém não há punição.

Esclareceu que, para o plano de segurança pública, a experiência do Coronel Müller da Policia Militar da Reserva será fundamental.

No tocante as Fronteiras, o presidenciável defende a atuação dos policiais de forma mais efetiva e ativa bem como o excludente de ilicitude.

 

Redução do discurso de ódio – O presidenciável se coloca contra o politicamente correto e garante que isso não é um problema ativo em nossa sociedade. É um problema secundário segundo o mesmo. Aproveitou a oportunidade e falou da importância do Nióbio e do Grafeno para o desenvolvimento de veículos automotores e aéreos.

 

Educação:  Jair Bolsonaro vê a educação como investimento futuro, onde através da educação se formarão médicos, jornalistas, etc, colaborando com a economia do País.

Sua meta para a educação são profissionais bem formados, com um currículo voltado para a aprendizagem, com ênfase na área da pesquisa, para gerar economia e não militantes como vem acontecendo nos últimos 30 anos.

Tem clara visão de que federalizar as universidades é uma forma de gratificação as prefeituras, já que tal ato trará despesas a União.

Tem plena consciência que a educação deve ser subsidiada pelas verbas federais e que tais verbas devem ser mais bem aplicadas na educação básica e no ensino médio para a formação de bons profissionais sem depender, obrigatoriamente, do ensino superior. Um exemplo citado pelo deputado é o técnico em máquinas de lavar.

A intenção de Jair Bolsonaro é diminuir cada vez mais a dependência do cidadão em relação ao Estado.

 

Ao ser questionado sobre seus projetos na Câmara, Jair relembra ao entrevistador da emenda do voto impresso e fala dos projetos que ele impediu que fosse aprovado tal como a ideologia de gênero. Esclarece que o papel dele é a resistência a projetos absurdos pautados por demais deputados, tal como o projeto para dar 13º a presidiário que trabalha na prisão.

 

Revelou que o chamado “centrão” da Câmara vai votar com ele, caso o mesmo seja eleito, trazendo a esperança de uma nova forma de governar, sem se utilizar da velha política, como troca de votos, do “toma lá, da cá”.

Segundo ele, “política tem que ser feita com a verdade e não com a mentira”.

 

Ao ser questionado sobre a desconfiança do mercado traz consigo em relação a aproximação do presidenciável com o liberalismo econômico, Jair respondeu com convicção que sua relação com Paulo Guedes não é por interesse e que aconteceu de forma silenciosa e natural e que entende a desconfiança do mercado, porém se mantém favorável a liberdade econômica.

O presidenciável finaliza reafirmando seu compromisso com a política limpa, ressalta a importância da política externa sem viés ideológico e com radicalismo na questão da segurança.

Destaca seu interesse em investir no setor de ciência e tecnologia e ratifica a importância de resgatar os valores familiares.

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