Gilmar Mendes elogia qualificação de Moro e diz que segurança pública é prioridade absoluta.

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O Ministro do STF afirma que Moro tem credencias para Ministério e que segurança pública é maior e mais importante que a corrupção.

O ministro Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (2), ao Estado de S. Paulo que o Juiz Sérgio Moro “dispõe de toda qualidade para exercer o cargo” de Ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Gilmar avaliou como “prioridade absoluta o tema da segurança pública” no País e, questionado sobre p foco de Moro na pauta de combate a corrupção, sugeriu que os afazeres do juiz no governo não irão se restringir a isso. “A tarefa de segurança pública é muito maior do que a questão da corrupção”, disse.

“Sem dúvida o juiz Moro dispõe de toda a qualificação para exercer o cargo e certamente cumprirá bem as missões que lhe forem confiadas, essa é minha expectativa”, disse Gilmar ao Estado, em Nova York.

Ao contrário da cúpula petista que se diz ‘indignada’ com a indicação de Sérgio Moro e frisa que a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva foi de caráter político e alegam que Sérgio Moro não tem capacidade para ocupar o cargo, Gilmar Mendes, que já foi ferrenho critico das ações de Sérgio Moro em relação as longas prisões preventivas dadas pelo juiz aos réus da Lava Jato, Sérgio Moro tem plena capacidade e qualidades para estar a frente de um dos ministérios mais importantes para o País.

Sérgio Moro ocupará o que hoje é chamado de “superministério”, onde reúne a agenda da segurança pública e justiça.

Ao comentar as novas funções de Moro, ele afirmou que a União deve entrar na questão da segurança pública. “E não só a União de maneira direta, mas também o Judiciário como um todo.”

“O que é relevante é que ele vai receber o Ministério da Justiça e também de Segurança Pública. É importante, se mantém um pouco na linha do que já vinha sendo desenhado a partir do Ministério de Segurança Pública pensado pelo presidente (Michel) Temer”, disse, defendendo que a União “cuide da criminalidade organizada.”

Questionado se a ida de Moro ao governo de Bolsonaro contamina decisões anteriores do juiz na Lava Jato, Gilmar se limitou a dizer que “essa é uma discussão que certamente virá e que o judiciário terá que eventualmente enfrentar”.

Gilmar falou com o Estado ao fim do evento II Law and Economics, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Universidade de Columbia, com apoio do jornal Financial Times, do Brazilian American Chamber of Commerce e da CLS Brazil.

*Com informações e reprodução do Estado de S.Paulo

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