Amy Archer-Gilligan – A assassina de idosos

Amy Archer-Gilligan – A assassina de idosos

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Amy Archer-Gilligan

Nascida em 1873 e casado com James Archer aos vinte e poucos anos, Amy Archer teve única filha, Mary, em 1898. Três anos depois, anunciando-se enfermeira, mesmo sem ter qualquer qualificação para tal, Amy abriu uma casa para idosos em Newington, Conecticut.

 

 




Apesar da relativa falta de experiência de Amy, não houve qualquer reclamação de seus clientes e, Newington entristeceu-se ao vê-la partir em 1907, quando se mudou para Windsor, 160 km ao norte, e abriu a Casa Archer para Idosos e Enfermos.

Nos primeiros três anos, nada fora da normalidade aconteceu. Somente 12 idosos faleceram em 1907 e 1910, o que é previsível para uma casa de idosos e enfermos.

Seu marido, James Archer faleceu em 1910 de causas naturais e Amy esperou três anos para se relacionar novamente. Ela se casou com Michael Gilligan, seu segundo marido, porém o casamento durou somente 1 ano.

Gilligan faleceu de causas naturais tal como seu primeiro marido.



Os crimes

Curiosamente, entre 1911 e 1916, faleceram 48 pacientes, porém o médico da família, Dr Howard King não viu razão para alarde.

O número de 48 mortes em 05 anos, para uma clinica de apenas 14 leitos parecia excessivo e ainda sim o Dr King não viu problema algum.

Amy delineou o que parecia ser um esquema perfeito para enriquecer rápido. A proposta sedutora era cobrar 1000 dólares antecipadamente por “cuidados vitalícios”. Após pagamento, Amy ia reduzindo os dias dos internos por meio de veneno ou sufocando-os com um travesseiro, responsabilizando á idade avançada ou doença.

Com as certidões de óbito do Dr King em mãos, as autoridades estavam relutantes em investigar, mas rumores desagradáveis começaram a circular em Windsor em 1914.

Em 1916, dois anos após o inicio dos rumores, parentes da idosa Maude Lynch recorreram a policia local alegando suas suspeitas sobre a morte da idosa e um policial disfarçado foi alojado na Casa Archer para coletar evidências e provas que culminaram na prisão de Amy Archer-Gilligan em maio de 1916.



Investigação e Sentença

As autopsias acusaram traços de venenos em Michael Gilligan e em cinco pacientes falecidos, sendo Amy indiciada em seis homicídios e suspeita em muitos outros.

Os médicos calcularam que, uma taxa normal de falecimentos, seria de 08 pacientes para o período de 1911 a 1916 e não os 48 de Amy.

Dr King se declarou propenso e com a sua reputação estremecida, descreveu Amy como uma vítima de perseguição injusta. Declarou que o veneno fora colocado nos corpos por “demônios para incriminar a Sra. Gilligan.”

O promotor Hugh Alcorn respondeu chamando o caso de “a pior trama venenosa que este país já conheceu”.

As objeções do advogado de Amy selecionaram as acusações para uma acusação de homicídio – o falecimento em Maio de 1914 do paciente Frank Andrews – e ela foi sentenciada em julho de 1917 a prisão perpétua.

A sentença foi apelada com sucesso, apoiada em bases técnicas, mas um segundo júri retornou com o mesmo veredicto, mantendo-a na prisão de Weathersfield.

Em 1923, uma crise de “ataque nervoso” resultou em um diagnóstico de insanidade e Amy foi transferida para um asilo estadual, onde faleceu em 1962, com 89 anos.

Fonte: A enciclopédia de Serial Killer – Michael Newton. Ed Madras. Ano 2005

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