Alckmin é acusado de improbidade administrativa e Ministério Público pede a perda dos direitos políticos.

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O Ministério Público de São Paulo acusou, nesta quarta-feira (05), o candidato a presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, de improbidade administrativa. A ação aponta o recebimento de R$ 9,9 milhões em forma de caixa 2 pagos pela Odebrecht em sua campanha a governo do Estado de São Paulo, em 2014, quando foi reeleito.

A Promotoria pede que Alckmin seja condenado a ressarcir os valores recebidos de forma ilícita e a perda de eventual função pública que ocupe e a suspensão de seus direitos políticos.

A acusação também pede o bloqueio de bens de Alckmin.

Clique aqui para ler a íntegra da acusação

A investigação aponta que Monteiro pediu uma doação via caixa 2 de R$ 10 milhões, mas apenas R$ 8,3 milhões foram aprovados por Benedicto Júnior, então executivo da Odebrecht, do setor de Operações Estruturadas, que gerenciava o pagamento de propina.

O MP apurou que, desses R$ 8,3 milhões, apenas R$ 7,8 milhões foram efetivamente pagos.

Segundo a acusação, os valores foram pagos em dinheiro vivo, em um hotel da zona sul de São Paulo, em nove parcelas, entre abril e setembro de 2014, que variaram entre R$ 300 mil e R$ 1,5 milhão por remessa.

A ação não tem poder para impedir a candidatura de Alckmin neste ano. O próximo passo é a Justiça avaliar os itens da denuncia e decidir se vai aceita-la. Se aceita, Alckmin se tornará réu.

Segundo a UOL, na acusação, o MP aponta que o tesoureiro da campanha de Alckmin, Marcos Monteiro (ex-secretário de Planejamento do estado), agendou uma reunião com executivos da Odebrecht na sede da empreiteira para pedir doação não declarada A acusação aponta que a propina teria sido “paga parceladamente”.

Entre abril e setembro de 2014, o MP aponta que Alckmin recebeu R$ 7,8 milhões da Odebrecht de for ilícita. Em valores corrigidos pela inflação, o valor chega a R$ 9,9 milhões.

“Deve-se registrar que nenhuma dessas doações consta da prestação de contas da campanha eleitoral do requerido Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho ao cargo de governador de São Paulo em 2014, feita por ele e pelo requerido Marcos Antônio Monteiro, responsável financeiro dessa campanha”, aponta a acusação da Promotoria.

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